Da Poltrona – Era uma vez, ou duas. ou três – Julho de 2012

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DA POLTRONA
Era uma vez… ou duas… ou três…
Por Rosamaria Moreira
Edição 03 – Julho de 2012
            A julgar pelas releituras que o Cinema e a Televisão vêm fazendo dos Contos de Fadas e Histórias de Fantasia, em breve teremos de reaprendê-los todos e mudar nossos conceitos. Embora tenham sido produzidas para jovens e adultos, o Cinema e a Televisão vêm dando uma “nova cara” a essas histórias que embalaram a nossa infância.
            Adoro Contos de Fadas, Mitologia e histórias de terror – como ‘Drácula de Bram Stoker’ (1999), do genial Francis Ford Coppola, para mim, a melhor narrativa em Cinema, lamentavelmente substituído pela ‘Saga Crepúsculo’ (2008 a 2011) – ‘Amanhecer – parte 2’ tem estreia prevista para novembro de 2012 – tive de me atualizar e assistir uma vez a cada um, pelo menos para conhecê-los.
            ‘Fúria de Titãs’ (Clash of the Titans), grande sensação de 1981, cujo remake, estreou em maio de 2010, apesar dos efeitos especiais de última geração, deixa a desejar na interpretação de grande parte do elenco, a começar por Sam Worthington, que faz um Perseu hesitante, com uma dicção que parece articulada por grunhidos. ‘Fúria de Titãs 2’ já estreou. A boa releitura é ‘Percy Jackson e o Ladrão de Raios’ (Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief) também de 2010, do excelente Chris Columbus – diretor de 3 filmes da Saga ‘Harry Potter’ – que, igualmente, conta a história de Perseu – é, o mesmo Perseu, filho de Posseidon, na adolescência – de maneira brilhante e elenco jovem, com as ótimas interpretações de Logan Lerman (Percy  Jackson), Brandon T. Jackson (Grover Underwood) e Alexandra Daddario (Annabeth).
Na TV, bons exemplos, as séries ‘Once upon a time’ (Canal Sony SD e HD), quintas-feiras, às 21h) e ‘Grimm’ (Canal Universal, segundas-feiras, às 22h) apresentam novas imagens para os Contos de Fadas e para os monstros mais ameaçadores como o Lobisomem. Nesta série, Monroe (Silas Weir Mitchell, de interpretação razoável) é conselheiro do protagonista, o detetive Nick Burkhardt (David Giuntoli, de interpretação sofrível), capaz de perceber emoções que as criaturas-grimm não conseguem esconder quando na forma humana, como raiva e medo, transformando-se em lobos, águias ou, como no episódio em que o pretenso vilão se transforma em um ratinho, denunciando uma alma mesquinha e ardilosa. Melhor, muito melhor, é ‘Once Upon a Time’, dos produtores de ‘Lost’ com Jenniffer Morrison/Emma (de ‘House’) e Lana Parrilla/Regina, respectivamente “a Salvadora” e “a Prefeita/Rainha Má”. A história gira em torno de Henry Mills (Jared Gilmore) de 10 anos, filho adotivo de Regina, que, por meio de um livro mágico, descobre a maldição lançada pela Rainha Má no casamento de Branca de Neve ‒ não haverá mais finais felizes ‒ envolve as personagens de Contos de Fadas e só será quebrada quando sua verdadeira mãe, Emma, supostamente filha de Branca de Neve, chegar à cidade no dia em que completar 28 anos. As personagens estão aprisionadas na cidade, não lembram quem são e vivem suas vidas de acordo com suas personalidades características. Lá moram Runpelstilstekin/Sr. Gold, mau-caráter, agiota e aproveitador, os Príncipes de Branca de Neve e de Cinderela, o Grilo Falante – que, na verdade é personagem do conto de Carlo Collodi, Pinocchio – e a própria Cinderela, uma humilde lavadeira, chamada convenientemente Ashley (ash, em Inglês significa cinza), relacionando-a a seu outro nome, Gata Borralheira, e uma infinidade de outros.
            Aos jovens e adultos vale conferir essas produções, em uma boa “sessão da tarde”, acompanhada de pipoca e guaraná e um bom cobertor, pois dão a certeza de que ainda temos bons motivos para ir ao Cinema e assistir Televisão. Divirta-se!
Até a próxima!
Rosamaria Moreira é professora e especialista em Teledramaturgia

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