Entenda porque uma pessoa pode pensar em suicídio e como você pode ajudá-la.

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Suicidio-Urbanova

Por Dr. Galiano Brazuna Moura

Setembro foi considerado mundialmente como o mês para a discussão e promoção de estratégias de entendimento e prevenção ao suicídio. É fato que, atualmente, para cada vida perdida, um pai, uma mãe, um irmão, um amigo, e aproximadamente outras 135 pessoas sofrem intensamente. (fonte: Ministério da Saúde). Portanto, medidas que tratem o assunto de modo responsável e que retirem esse tema do catálogo dos tabus e o coloque dentro de um problema de saúde são bem-vindas.

Por que alguém pensa em tirar a própria vida? Do ponto de psicológico, sentimentos atrelados a ideia de não se vislumbrar um futuro, que chamamos de desesperança, de que a dor que se sente naquele momento nunca irá mudar e será permanente, de se sentir sem valor para as pessoas, ou um peso, podem fazer com a que a mente gere pensamentos de que não estar ali seria uma opção. A mente produz a ideia de que a morte traria um alívio à dor emocional que se sente naquele momento e que parece, somente parece, não ter fim.

É comum que essas pessoas estejam com um quadro de alteração da saúde que chamamos de depressão. Assim, pensar em suicídio é pensar em alívio do sofrimento. É, na verdade, a busca de um tratamento para a dor.

E como você pode ajudar? Você pode encontrar um momento apropriado e calmo para conversar com essa pessoa. Justamente pela ideia de suicídio ser uma busca por alívio de um sofrimento, você pode conversar com essa pessoa, reconhecer que ela está sofrendo, e se a situação permitir, dizer que há caminhos para se tratar essa dor que se busca aliviar com esses pensamentos de morte. Que juntos, irão encontrar a melhor forma para ajudá-la a tratar esse sofrimento. A incentive a buscar ajuda de profissionais da área da saúde, de saúde da mente, de emergência ou apoio em algum serviço público. Se você entender que a pessoa se encontra em perigo imediato, não a deixe sozinha. Entre em contato com alguém de confiança indicado pela própria pessoa e busque apoio de profissionais da área da saúde ou centros de emergência.

Caso essa pessoa more com você, assegure-se que ele não tenha acesso a meios para atentar contra a sua própria vida. Se houver dúvidas em como fazer isso contacte um profissional da área da saúde para orientá-lo. Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Atualmente em todo o Brasil há uma linha direta gratuita, 188, junto ao CVV (Centro de Valorização da Vida) na qual a pessoa que se sente nessa situação de vulnerabilidade pode ligar.

Precisamos falar sobre o suicídio para desmistificar e ajudar aqueles que sofrem com esse problema.

Dr. Galiano Brazuna Moura, médico psiquiatra e psicoterapeuta, atua junto aos cuidados da saúde da mente de adultos, crianças e adolescentes. Residência Médica na FAMEMA e HCFMUSP. master em Psychopharmacology pelo NEI(USA).

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