Exclusivo: Interdição da Ironman

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Exclusivo: Interdição da Ironman

APRAS encomenda laudo e alega que nova análise contradiz vistoria da Defesa Civil por apontar a inexistência do risco de desabamentos.

(11/09/2015)

interdicaoHá 9 meses os moradores do Urbanova acompanham o desenrolar do caso da queda do muro, que resultou na interdição da avenida Ironman Victor Garrido e tem ocasionado muito transtorno na rotina da população e comerciantes.

Em agosto, a justiça determinou que a Associação de Proprietários do Altos da Serra I refizesse o muro em um prazo máximo de 30 dias. A Associação recorreu da decisão e o problema segue sem prazo para terminar.

Em nota, a Secretaria de Transportes informou que a avenida encontra-se fechada por força judicial em função do risco de novo desabamento indicado por laudo da Defesa Civil. “A Prefeitura tem realizado todos os esforços para que a via seja liberada o mais rápido possível para garantir a mobilidade da população, motivo pelo qual ingressou com uma ação na Justiça em primeira e segunda instâncias pedindo que providências fossem tomadas. Após o recurso apresentado pela Associação contra a liminar obtida, que garantia a execução das obras necessárias à liberação da via, a Prefeitura já prepara uma nova medida com vistas a garantir o interesse público e a liberação da via para o tráfego.”, informou a Secretaria de Transportes.

A diretoria da Associação de Proprietários do Altos da Serra I (APRAS) conversou com exclusividade com a Revista Urbanova e expôs pela primeira vez sua versão do ocorrido e as medidas que estão sendo tomadas para a solução do problema.

Quais são as possíveis causas para a queda do muro?

 

Para dar amparo legal às ações judiciais, a APRAS contratou o serviço de um profissional de engenharia para a elaboração de um laudo técnico para determinar as causas da queda do muro. A análise conclusiva deste laudo sugere que as causas diretas que contribuíram para a queda do muro de divisa são as seguintes: intervenções realizadas pelos proprietários dos lotes com divisa à Av. Ironman Garrido e os impactos de atividade de  bate estaca iniciado antes da queda do muro, na execução da fundação de obra de um empreendimento comercial na mesma avenida.

 

Qual o posicionamento da APRAS frente ao ocorrido?

 

A APRAS entende que o muro está dentro do terreno dos proprietários dos 2 lotes envolvidos, fazendo divisa com a Avenida Ironman, portanto, não se considera responsável pelo muro. Não foi a APRAS que construiu o muro e também não foi ela a causadora de sua queda. O muro foi construído pelo proprietário dos lotes à época e como já dito, faz divisa dos lotes com a avenida.

 

A APRAS ajuizou uma AÇÃO CAUTELAR  DE ANTECIPAÇÃO DE PROVAS, com pedido liminar para a  elaboração de perícia, para acelerar os 03 processos que foram ajuizados contra a APRAS e um Inquérito Civil Público, nos quais já fizemos nossa defesa. O ajuizamento da Cautelar visa exatamente acelerar o andamento processual e resolvermos o problema, definitivamente e o mais rápido possível.

 

A Associação está prestando assistência e auxiliando na solução da consequência de maior impacto resultante da queda que foi a interdição da avenida?

 

Esclarecemos que a interdição da via foi realizada pela Defesa Civil e Secretaria de Transporte da Prefeitura por considerar haver risco a população, em específico, risco de desabamento.

 

Neste sentido a APRAS priorizou esforços e contratou profissional de engenharia para a elaboração de laudo técnico  para atestar a segurança da contenção de solo existente no local, contra o perigo de desabamento. Este laudo, cujos resultados garantem a segurança da contenção contra desabamentos, já foi encaminhado à Prefeitura e à Defesa Civil, órgãos responsáveis pela desobstrução da Avenida Ironman Garrido.

 

O único empecilho agora é a parte do muro restante que precisa ser demolido. A APRAS solicitou à Secretaria de Transportes da Prefeitura que atue  para fazer esta demolição e finalmente proceder a liberação da Avenida Ironman Garrido, pois sabemos dos transtornos causados a todos. Aguardamos uma decisão dos órgãos públicos envolvidos

 

Outro lado: Sobre a alegação de divergência na vistoria e segurança para liberação da avenida, a Secretaria de Transportes informou que teve acesso ao laudo encomendado pela APRAS. O laudo foi acolhido e revisto pela Defesa Civil que analisou que a segurança somente será garantida com a demolição de parte do muro – o que não pode ser feito antes da perícia judicial. A Secretaria informou também irá reforçar o pedido de antecipação da perícia judicial realizado pela APRAS.

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