Portaria virtual – Vale a pena investir?

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Por José Eduardo Santos

A Portaria Virtual seria a solução ideal para “uberizar” os serviços de portaria, mas a

modalidade precisa ser estudada, pois apresenta vários prós e contras.

Como exatamente funciona? Portaria virtual, inteligente ou remota nada mais é do que um serviço de monitoramento a distância por meio de câmeras e microfones que gravam todas as movimentações nos condomínios.

Quando alguém chega ao condomínio, a central é acionada através do interfone e um atendente faz toda a mediação entre o morador e o visitante. Esse sistema atende à demanda de qualquer condomínio? Quais os custos e riscos de investir nisso?

A.DAROCHA Sindicância comenta que “existem condições especiais para que o modelo funcione e, certamente, não é um sistema de controle de acesso destinado a condomínios de médio e grande porte. Assim como todas as demais tecnologias de monitoramento, este sistema depende de condições específicas que se encontram apenas em condomínios pequenos (até 40 unidades), preferencialmente horizontais, onde os vizinhos se conheçam e que não haja rotatividade de locatários.”

Diversas situações cotidianas vivenciadas nos condomínios exigem a presença física de um funcionário que a portaria virtual não pode suprir. Essa função seria absorvida pelo síndico nos momentos da ausência do zelador (de forma precária, pois esta não é uma atribuição do síndico). Por exemplo, receber oficial de justiça na portaria, acompanhar um prestador de serviços na ausência do zelador, passar o portão de veículo para o manual, em momentos da falta de energia.

A locação dos imóveis tem critérios de seleção precário (quando tem), visando exclusivamente a análise da capacidade financeira do locatário, sem verificação de antecedents. Este é um caso que põe em risco o condomínio de uma forma geral e que, no caso da portaria virtual acaba se agravando. Qualquer locatário mal intencionado permite a entrada no condomínio de quem ele quiser, muitas vezes dentro do veículo, sem obrigatoriamente proceder o devido cadastro na portaria.

Nos condomínios com funcionários presentes na portaria este problema é minimizado, devido ao acompanhamento permanente da movimentação com o reconhecimento das pessoas que são residentes e das que não são.

Outra situação complexa é o acionamento de apoio externo em situações de emergência com pessoas presas em elevador, companhia de gás, vazamentos,incêndios e diversas outras situações que requerem acompanhamento do atendimento para a liberação de acesso e orientações.  No modelo de portaria virtual todos esses procedimentos são comprometidos.

Redução de custos nos casos em que a segurança das pessoas seja afetada não é funcional, não é indicada e pode ser perigosa.

Dessa forma, a análise de uma eventual troca de modelo de controle de acesso requer mais avaliações do que a simples economia! Lembre-se de que a segurança dos moradores é sempre o foco principal.

Forte abraço a todos!

José Eduardo Santos – Diretor do Grupo Coneleste Vigilância – MBA – Desenvolvimento e Gestão de Pessoas-FGV  – 20 anos de experiência no segmento de Vigilância, Portaria e Facilities. Especialista  em Implantações de Postos de trabalhos em condomínios de médio e grande porte nos  estados de: São Paulo, Rio de Janeiro e cidade de Salvador-BA.somando mais de 440 implantações  em condomínios residenciais e comerciais.Capacitação e Reciclagem de Profissionais em condomínios. Palestrante  sobre segurança em condomínios. Criação e Revisão nos Procedimentos de Segurança. Auditor na  documentação de Terceiros e Auditor da Qualidade ISO-9000.

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