Relações humanas nas empresas: críticas e elogios

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1984

Por Maurício Tomé

Há mais de um século, a ciência da Administração está à procura de uma descoberta que irá revolucionar o mercado, e que será capaz de resolver o principal fator gerador de problemas em qualquer organização: o nível de satisfação e insatisfação das relações humanas em seus ambientes.

Solucionar questões relacionadas a como lidar com pessoas, como obter cooperação, ou a como extrair resultados através das pessoas é um desafio que vem desde os primórdios das organizações.
Comumente encontramos empreendedores e lideranças com grande poder de iniciativa e entusiasmo, mas que possuem também grande acidez nas relações humanas. Assim, esses líderes acabam sendo limitados nos seus resultados, culpando os outros e não a si próprio pelos resultados negativos resultantes da insatisfação nos ambientes das organizações.
Entre os comportamentos negativos que causam problemas, destacamos o hábito da crítica, o hábito de tentar moldar o outro ao seu ideal de crenças e comportamentos, o hábito da intolerância as diferenças, ou ao hábito de ser ranzinza.

O fato é que somos naturalmente hábeis em encontrar defeitos nas pessoas, somos ótimos para criticar, mas somos relapsos a elogiar e a destacar o que é positivo no outro. Por isso, recomendo uma ferramenta de liderança muito simples, mas pouco reconhecida: o elogio.
O efeito do elogio é capaz de revolucionar organizações inteiras, desde que manejada com habilidade, já que elogio é diferente de bajulação, e o que é mais comum nas organizações é justamente a bajulação. Quando um elogio é vazio, trata-se de bajulação.
Para elogiar, devemos destacar uma qualidade e uma evidencia clara dessa qualidade. Assim, tanto quem elogia quanto quem é elogiado consegue reconhecer o motivo do elogio e sua validade. Perceba, ao elogiar, o porquê você diz isso. Perceba a reação da pessoa elogiada, ao reconhecer a qualidade destacada.
Se você deseja extrair o melhor das pessoas e obter cooperação, saiba tirar o melhor de seus liderados. Com isso, as organizações em geral serão ambientes mais saudáveis, abertos a criatividade, inovação e, enfim, a realizar suas funções sociais de crescimento e desenvolvimento da economia e das pessoas.

Maurício Roberto Tomé: Administrador de Empresas, especialista em Marketing e Negócios do Varejo de Bens e Consumo, mestrando em Gestão de Negócios pela FIA. É consultor de varejo, empreendedor, professor universitário e palestrante. Dirige a franquia de treinamentos e desenvolvimento de líderes “Master Mind“. Foi Gestor de Varejo por 26 anos, com experiência internacional. 

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