Programa de apadrinhamento afetivo abre inscrições na segunda

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A partir da próxima segunda-feira (16), a Prefeitura de São José dos Campos, em parceria com o Instituto Fazendo História e a Vara da Infância e da Juventude, abre as inscrições para o primeiro encontro de pretendentes a padrinhos afetivos de crianças e adolescentes em situação de abrigo na cidade.

Para se inscrever, é necessário ter mais de 25 anos, residir em São José e, principalmente, ter a vontade de ser exemplo e de contribuir para o desenvolvimento de um jovem ou de uma criança.

As inscrições poderão ser feitas de 16 de março até 3 de abril, por meio do link que será  disponibilizado na página do programa apadrinhamento afetivo, do site da Prefeitura.

Habilitação

O primeiro passo para se tornar padrinho afetivo é fazer a inscrição para o encontro que será realizado em dois momentos, no dia 4 abril (sábado) e no dia 7 de abril (terça-feira). Na ocasião, técnicos do Instituto irão falar sobre o os objetivos e critérios do apadrinhamento, além de tirar dúvidas dos participantes.

Antes de efetivar o processo junto a Vara da Infância e da Juventude os interessados terão que participar de reuniões com a rede de apadrinhamento. Os encontros visam identificar, preparar e promover a interação dos possíveis padrinhos e apadrinhados. A expectativa é de que todo o processo de preparação esteja concluído em agosto.

Novo processo

O programa de apadrinhamento afetivo começou em São José dos Campos em 2017. Desde então, todo o processo foi coordenado pela Vara da Infância e Juventude, beneficiando crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, em situação de abrigamento.

Nesta nova fase do programa, iniciada em 2020, a seleção e formação dos padrinhos passou a ser uma responsabilidade conjunta da Vara da Infância, da equipe de assistentes sociais e psicólogos da Secretaria de Apoio Social ao Cidadão da Prefeitura, do Instituto Fazendo História, entidade não-governamental escolhida pelo Condeca (Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente) para capacitar municípios do Estado de São Paulo ao programa de Apadrinhamento Afetivo.

Para o juiz Marco César Vasconcelos, da Vara da Infância de São José dos Campos, o apoio do município é fundamental para a realização do programa. “Precisamos da parceria da Prefeitura, uma vez que é difícil para a Vara da Infância controlar todo o processo. A parte inicial de preparação dos padrinhos cabe mais à assistência social do município e às entidades de abrigamento.”

Sobre a importância do programa para os apadrinhados, ele ressalta os benefícios especialmente para os jovens de 12 a 18 anos. “Nesta fase, o trabalho de reinserção na família de origem é mais difícil, tendo em vista que há mais conflitos nas relações. Com isso, o apadrinhamento traz a possibilidade de uma retomada da vida dos adolescentes, no sentido social e familiar, com benefícios efetivos”, concluiu.

Capacitação

No início da semana, São José dos Campos sediou o primeiro seminário de apadrinhamento afetivo do Vale do Paraíba.

Voltado à rede de assistência social dos municípios que integram o programa, a reunião contou com a participação de 62 profissionais da rede pública, entidades assistenciais e representantes da sociedade civil.

Durante todo o dia, foram abordados assuntos como o conceito do apadrinhamento, implementação e gestão do programa, assim como técnicas para a preparação.

Para Leila Paes, psicóloga e pastora de São José dos Campos, vivemos um momento de clamor social pelo cuidado com as crianças e adolescentes. “A infância está em perigo. Por isso, todos nós precisamos nos envolver nesta rede de proteção”.

“O apadrinhamento afetivo é uma chance para que a sociedade tome seu lugar de responsabilidade para com as crianças como um todo. Não só com os filhos biológicos, mas com os filhos da comunidade que merecem, igualmente, acesso aos seus direitos e às condições de desenvolvimento adequado”, ressaltou.

Além de psicólogos e profissionais da rede de assistência social, o seminário também contou com a presença de autoridades durante a abertura

Critérios

  • mínimo de 25 anos de idade
  • disponibilidade afetiva para se relacionar e conviver com a criança ou adolescentes por um longo prazo;
  • disponibilidade para participar de todo o processo de preparação e seleção, que dura cerca de 4 meses;
  • disponibilidade de tempo para convivência com a criança ou adolescente;
  • concordância e apoio dos familiares para o envolvimento no programa;
  • não estar em processo para adoção.
  • residência na cidade de São José dos Campos
  • apresentação de documentação

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